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Como desenvolver uma coleção: a elaboração das peças

Agora que você já leu o nosso primeiro post sobre como desenvolver uma coleção, já sabe bastante sobre a etapa inicial, que passa pela definição do tema e do público-alvo, pela escolha das cores e da matéria-prima. Agora, neste segundo post, chegou a hora de entender como funcionam a definição do mix de produtos, a elaboração das peças e a pilotagem.  

Mix de produtos define tipos de peças e quantidades

Depois que as características da coleção estiverem definidas, vem a etapa de montar – o chamado mix de produtos. É nesta fase que serão resolvidos quais os tipos de peças e quantidades que devem ser produzidas para cada família. Os especialistas de moda montam, então, uma tabela que tem como objetivo orientar toda essa distribuição.

No post anterior, explicamos o que são famílias, mas não detalhamos que, para cada família, deve ser definido o número de looks. Já para cada um dos looks são pensadas as diversas peças que farão parte deles. Quando esta etapa acima for finalizada, já está tudo pronto para serem iniciados os desenhos da coleção e fazer a previsão de quando as peças começam a ser produzidas para o posterior lançamento no mercado.

Nesta etapa, o designer selecionado para desenhar a nova coleção começa a criar algumas propostas, sem preocupação com o desenho final, mas sim fazendo uma espécie de rascunho do que será futuramente a peça. Essas ideias compõem o croquis ou desenhos de moda. Um dos benefícios do croqui é que já ele permite a visualização das combinações entre as peças da coleção.

Depois, é hora dos desenhos técnicos das peças que serão confeccionadas, com especificações sobre os tipos de costuras, número e tamanho das aberturas, pences, posição dos botões, golas, mangas, etc. Nesta fase, todos os detalhes precisam aparecer, já que esse desenho será usado para a execução da produção. Um detalhe importante é que nos desenhos técnicos, normalmente, não são usadas as cores e desenha-se a frente e as costas para demonstrar todos os detalhes da peça.

Depois da estamparia e dos bordados, é hora de fazer o protótipo

Na hora da estamparia e dos bordados que vão compor o modelo, são usadas técnicas industriais ou métodos artesanais. Com isso, já é possível produzir o briefing, que nada mais é que um painel com as imagens que mostram de forma clara e sintética o conceito da coleção.

Desta vez, já são informados as cores, as texturas, os materiais, as linhas, os volumes, as formas e todas as informações que foram definidas no planejamento. Este briefing será constantemente consultado e não leva a imagem do consumidor, mas sim o seu perfil. 

Chegamos à etapa do protótipo, que simboliza a primeira peça produzida de fato. Nele, serão testados todos os aspectos que levarão ao produto final. Se houver alguma alteração no protótipo, ela precisa ser feita imediatamente, também na modelagem. Quando o protótipo é aprovado, será confeccionada a peça-piloto, que será usada como modelo para produção de todas as outras. A peça-piloto inclui acabamentos e aviamentos.  

Atualidade, preços e criatividade são avaliados

A definição dos modelos que farão parte da coleção é feita em conjunto pelos tomadores de decisão – geralmente o empresário, o estilista e representantes das áreas de vendas e de produção. Todo cuidado é pouco para garantir que o produto final esteja de acordo com as expectativas do mercado e da empresa. Nesta definição, são levados em conta atualidade dos modelos, preços, criatividade e aderência ao público-alvo, entre outros fatores.

Você acompanhou neste post as fases de  mix de produtos, desenhos, protótipo e definição dos modelos da coleção. Agora, é hora de ler o nosso terceiro e último post desta série! 

 
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